Falta muito pouco para que o local destinado para montar a clínica para atendimento para transtorno do espectro autista (TEA), comece a funcionar. Vale lembrar, que no final do ano passado, o prefeito Enivaldo dos Anjos em companhia da secretária Municipal da Fazenda, Kellem Fanti, estiveram vistoriando o imóvel de cerca de 1.300 metros quadrados, no bairro Bambé.
De acordo com informações do secretário Municipal de Saúde, Elcimar de Souza Alves, a parte administrativa deve abrir ainda neste final de semana, ou, no mais tardar no início da semana que vem.
Os atendimentos deverão ocorrer na próxima semana. Esta é uma demanda em que o prefeito Enivaldo dos Anjos está montando em Barra de São Francisco, para oferecer condições e igualde aos autistas para que eles tenham acesso aos tratamentos médicos de qualidade.
“O nosso objetivo, é buscar identificar as pessoas portadoras de autismo e criar uma forma especial de atendê-las da melhor forma possível”, disse o prefeito.
A área é ampla com três casas e toda arborizada, um local tranquilo, calmo e que trará paz e tranquilidade a todos.
As casas e toda área passa por reformas e limpeza geral. O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) reúne desordens do desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da infância.
São elas: Autismo Infantil Precoce, Autismo Infantil, Autismo de Kanner, Autismo de Alto Funcionamento, Autismo Atípico,Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação,Transtorno Desingrativo da Infância e a Síndrome de Asperger.
Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-5 (referência mundial de critérios para diagnósticos), pessoas dentro do espectro podem apresentar déficit na comunicação social ou interação social (como nas linguagens verbal ou não verbal e na reciprocidade socioemocional) e padrões restritos e repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos, interesses fixos e hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais.
Todos os pacientes com autismo partilham estas dificuldades, mas cada um deles será afetado em intensidades diferentes, resultando em situações bem particulares. Apesar de ainda ser chamado de autismo infantil, pelo diagnóstico ser comum em crianças e até bebês, os transtornos são condições permanentes que acompanham a pessoa por todas as etapas da vida.
As causas do TEA não são totalmente conhecidas, e a pesquisa científica sempre concentrou esforços no estudo da predisposição genética, analisando mutações espontâneas que podem ocorrer no desenvolvimento do feto e a herança genética passada de pais para filhos. No entanto, já há evidências de que as causas hereditárias explicariam apenas metade do risco de desenvolver TEA.
Fatores ambientais que impactam o feto, como estresse, infecções, exposição a substâncias tóxicas, complicações durante a gravidez e desequilíbrios metabólicos teriam o mesmo peso na possibilidade de aparecimento do distúrbio.













