As escolas do campo do município de Barra de São Francisco, vivem um novo momento na educação. Organizadas nos consórcios Vargem Grande de Itaúnas e Professora Maria Rodrigues de Lima, as unidades de ensino passaram a receber recursos diretamente do Governo Federal, por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). A iniciativa representa um avanço na democratização do ensino e na descentralização da gestão educacional, permitindo que as próprias comunidades escolares participem das decisões sobre a aplicação dos recursos, de acordo com as necessidades de cada unidade.
O processo conta com o fortalecimento da gestão municipal, por meio do prefeito Enivaldo dos Anjos, da secretária municipal de Educação, Adelza de Almeida Lima, e da secretária Especial de Governo, Delma do Carmo Ker e Aguiar, além da atuação da gerência das escolas do campo, sob responsabilidade da professora de Suporte Pedagógico Selma Christina Silva Clauss, com o apoio da professora de Suporte Pedagógico das escolas do campo Michelle Stefanon Calazans Equer. Também participam desse processo professores, funcionários, estudantes e famílias campesinas, que passam a ter papel ainda mais ativo na definição das prioridades de suas comunidades escolares.
Recursos administrados pelas próprias comunidades
Com a constituição dos consórcios, as escolas do campo passam a contar com maior autonomia para administrar os recursos recebidos, por meio dos respectivos Conselhos de Escola. Entre as unidades beneficiadas estão a Escola Municipal Evandra Chaves de Oliveira, localizada no Assentamento Três Corações, em Córrego Alto Paulista; a Escola Municipal Nicola Nicolini, em Córrego Alto Paulista; a Escola Municipal João Batista da Silva, em João Maia, Poranga; a Escola Municipal Professora Maria Rodrigues de Lima, em Córrego do Engenho; e a Escola Municipal Magdalena Stefanon, em Córrego do Bagaço.
Na prática, a nova dinâmica permite que cada comunidade escolar avalie suas necessidades e defina coletivamente a destinação dos recursos, que podem ser aplicados, conforme as regras do programa, em ações como aquisição de materiais, pequenos reparos, equipamentos e projetos pedagógicos. “O PDDE fortalece a autonomia e a participação. Não é mais uma gestão centralizada. Agora o recurso chega na ponta, e é o Conselho de Escola, formado por pais, alunos, professores e servidores, que decide a melhor forma de aplicação, com transparência e responsabilidade”, destaca a gestão.
Gestão democrática e participação
A mudança amplia a participação da comunidade nas decisões relacionadas ao cotidiano escolar. Pais, estudantes, professores e servidores passam a contribuir diretamente para o planejamento e a definição das prioridades de investimento. Além de possibilitar a aplicação dos recursos de acordo com as necessidades locais, a iniciativa estimula a responsabilidade coletiva, a transparência e o exercício da gestão democrática dentro das escolas. O processo está fundamentado na legislação educacional vigente, incluindo a Lei Federal nº 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB), a Resolução CNE/CEB nº 7/2010 e a Resolução CEE/ES nº 3.777/2014.
Um novo capítulo para a educação do campo
Com a chegada dos recursos, os consórcios Vargem Grande de Itaúnas e Professora Maria Rodrigues de Lima passam a representar uma nova etapa na organização das escolas do campo de Barra de São Francisco. A proposta vai além da administração financeira. Ao participar do planejamento e da aplicação dos recursos, a comunidade escolar também fortalece sua capacidade de decidir, organizar e construir soluções para a própria realidade. Nesse novo cenário, as escolas do campo passam a exercer não apenas seu papel de ensinar, mas também de planejar, administrar e construir, em conjunto com as famílias e a comunidade, caminhos para uma educação cada vez mais participativa, democrática e conectada à realidade do campo.


















