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FOTOS: Escritor Adilson Vilaça lança o livro “Carminda – A Garota que Derrotou a Lepra”, em Ecoporanga

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Adilson Vilaça, jornalista, escritor e poeta.

O jornalista, escritor e poeta, Adilson Vilaça, lançou o livro de sua autoria, “Carminda – A Garota que Derrotou a Lepra”, para uma noite de autógrafos. Com apoio da Prefeitura Municipal de Ecoporanga, através da Secretária Municipal de Educação e Cultura, a solenidade foi realizada no auditório Aurora Araújo Franzotti, na secretaria de educação e cultura, na noite desta sexta-feira (05).

A solenidade contou com a participação do prefeito municipal de Ecoporanga, Elias Dal’Col, Secretária de Educação e Cultura, Valdete Leonidio, vereador Greidismar Lopes, Comandante da 2ª Cia do 11º BPM Capitão Coimbra, parentes, amigos e convidados, que prestigiaram a bela obra do escritor Adilson Vilaça.

Adilson Vilaça é nascido em 1956, em Conselheiro Pena (Cuparaque), no Vale do Rio Doce, Minas Gerais. Ainda na década de 1950 sua família mudou-se para o Espírito Santo – Vilaça viveria a infância em Ecoporanga, Noroeste capixaba.

Autor de mais de 40 títulos – contos, crônicas, novelas, romances, ensaios e pesquisas, Vilaça venceu três concursos literários no Espírito Santo, entre eles o Prêmio “Geraldo Costa Alves”. Esta premiação, concedida pela Fundação Ceciliano Abel de Almeida, foi dedicada ao livro de contos A possível fuga de Ana dos Arcos – primeiro livro do autor.

Vilaça recebeu do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo o Prêmio “Almeida Cousin”, em 2000, pelo conjunto de sua obra. Sua pesquisa para produzir o romance histórico Cotaxé duraria mais de uma década, a ouvir fontes que conhecera na infância e a coligir testemunhos de novos depoentes.

O Livro “Carminda – a garota que derrotou a lepra”

O romance Carminda – a garota que derrotou a lepra é inspirado numa história real. A protagonista Carminda Miragaya descende de emigrantes que partiram da Galícia Espanhola e viajaram desde Portugal para o Brasil.

A família Miragaya e outros viajantes galegos internaram-se no estado de Minas Gerais ainda no século XIX. Quando seus descendentes haviam já superado a condição de forasteiros, a doença de Maruxa Miragaya desencadeou a fuga da família para rincões brasileiros inexplorados. A busca de refúgio nos sertões era orientada pela tentativa de livrar a matriarca da apreensão e do confinamento compulsório e perpétuo nas colônias de leprosos.

Carminda, que era criada pela avó Maruxa, viveu o tormento da desarticulação da família e o drama de sua reinstalação em território contestado na divisa entre os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo. Os pais de Carminda morreram em sua tenra infância: o pai assassinado, a mãe fulminada no mesmo dia por crise de arritmia cardíaca.

Após a morte da avó, Carminda descobriria que era igualmente portadora de lepra. A enfermidade levou-a a ser internada em colônia de segregação no Espírito Santo e no Rio de Janeiro e ameaçou-a de não gerar descendência. Mas a protagonista jamais se rendeu à doença, ao confinamento e ao estigma que por séculos e séculos atormentou as vítimas da hanseníase.

O Livro “Carminda – a garota que derrotou a lepra”, de Adilson Vilaça, pode ser adquirido no site da Editora Chiado. O preço sai, em média, por R$ 50.