“Medalha Paulo Freire” para diretora da melhor escola pública do Estado

“Medalha Paulo Freire” para diretora da melhor escola pública do Estado

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Foto ilustrativa

Uma escola pública do interior do Estado tem sido o destaque capixaba em olimpíadas de ciências e em exames nacionais. Agora, na avaliação do deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD), chegou a hora de começar a haver um reconhecimento público ao trabalho da equipe pedagógica da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Victório Bravim.

O parlamentar decidiu aproveitar a sessão solene em homenagem aos professores, que será realizada no dia 18 de outubro, às 19 horas, para indicar a diretora da Escola Victório Bravim, Liane Maria Bravim Catelan, a receber a Medalha Paulo Freire, destinada a agraciar educadores de escolas públicas e privadas do Espírito Santo.

“A homenagem será à diretora, mas é uma honraria prestada a toda a comunidade escolar que faz da Victório Bravim destaque estadual e nacional. Lógico que a liderança conta, mas nenhum líder consegue sua posição sozinho. Por outro lado, homenagear a professora Liane Bravim faz também justiça a ela, que soube conduzir sua equipe para esses resultados”, disse Enivaldo dos Anjos.

SEGREDO DO SUCESSO

Liane Maria Bravim Catelan está há 30 anos na Escola Victório Bravim, no distrito de Araguaia, em Marechal Floriano. Seu trabalho tem sido recompensado pelos resultados obtidos pela escola em Olimpíadas de Matemática, Química, Física e Português. Além do Exame Nacional do Ensino Médio.

Das 100 melhores médias do estado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 2016, apenas foram de escolas públicas, e a Victório Bravim teve a melhor média entre elas, e a 74ª média mais alta entre as escolas do Espírito Santo.

Na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) de 2015, a escola foi a campeã estadual, com sete estudantes recebendo medalhas de ouro, prata e bronze. “Isso é um exemplo de ensino público de qualidade, como sempre acreditei”, disse o parlamentar.

O distrito de Araguaia fica a 68 km de Vitória, na região Serrana do Espírito Santo. A escola que projeta o distrito tem cerca de 350 alunos, que, todos os anos, levam à instituição ao pódio da educação em competições de ciências e avaliações do Ministério da Educação.

Liane Bravim diz que a receita mágica para o sucesso dos alunos é cada profissional cumprir bem seu papel e vestir a camisa da escola, o que motiva os estudantes a buscar conquistas pessoais.

O foco é o aluno, segundo a diretora. A Escola Victório Bravim alcançou o primeiro lugar no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no Estado, por quatro anos consecutivos, de 2010 a 2013, e repetiu o feito em 2015, no ranking de escolas públicas. Em 2015, estudantes foram selecionados para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA); e, há 11 anos, a instituição tem alunos medalhistas na Obmep.

Além disso, estudantes já foram premiados em competições de Física, Química e Português. Aqueles que recebem medalhas na Obmep ganham o direito a participar do Programa de Iniciação Científica (PIC), feito por uma rede nacional de professores coordenadores distribuídos por todo o país, em escolas e universidades.

Em abordagem da imprensa, a diretora disse que, para conquistar as diversas medalhas, os alunos passaram por cima de alguns obstáculos, que persistem há anos e atrapalham o andamento das aulas e complementação de conteúdo. Entretanto, isso não impede que a equipe da professora Liane se empenhe em dar-lhes ensino de qualidade.

A área de Química, por exemplo, parou de despertar o interesse dos alunos porque o laboratório foi tomado por livros e teve que deixar de existir. As mesas usadas para experimentos científicos viraram estantes e local de apoio para a leitura, por falta de lugar para montar a biblioteca da instituição.

“Se, por um lado, a existência desses desafios valoriza ainda mais o trabalho da diretora e sua equipe pedagógia, por outro demonstra o absurdo e o descaso com que a educação é tratada. Escola precisa de laboratório e de biblioteca e não de um substituindo o outro, porque o ensino fica incompleto”, alfineta o deputado Enivaldo.